Receita e PF fecham cerco contra as lojas de R$ 1,99

Nova operação conjunta entre a Receita Federal e a Polícia Federal foi
deflagrada nesta terça-feira com objetivo de combater o contrabando e
descaminho no comércio popular em Ponta Grossa. Cerca de 20 policiais,
fiscais da Receita e agentes de apoio atuaram na ação que resultou na
apreensão de 30 volumes com mercadorias sob suspeita de irregularidades
em estabelecimentos no prolongamento da Rua Fernandes Pinheiro, na área
central. O principal alvo da investida era a verificação de denúncia
referente a um hotel nas proximidades do Shopping Popular, o
‘Paraguaizinho’, que estaria sendo usado como depósito de artigos, mas
nenhum indício suspeito foi identificado pelos policiais e fiscais que
estiveram no local. Outras quatro lojas de R$ 1,99 também foram
fiscalizadas. Entre janeiro e setembro, a Receita apreendeu R$ 10,053
milhões em mercadorias contrabandeadas na cidade. Há cerca de uma
semana, durante outra operação, o delegado chefe da Delegacia da PF,
Jonathan Trevisan Junior já havia enfatizado que não dará trégua aos
comerciantes que atuam na ilegalidade.
Operação apreende R$ 15 mil em ‘piratas’
Cerca de R$ 15 mil em produtos ‘piratas’ foram apreendidos, ontem,
durante operação conjunta entre a Polícia Federal (PF), Receita Federal
(RF) e setor de fiscalização da Prefeitura, na Rua Fernandes Pinheiro,
em Ponta Grossa, em região próxima ao ‘Paraguaizinho’. Segundo o
delegado da PF, Jonathan Trevisan Junior, em princípio, a operação
visava investigar denúncias que davam conta de que hotel, localizado nas
redondezas, estivesse servindo de depósito de mercadorias
contrabandeadas do Paraguai. Nada foi encontrado no local. Entretanto,
em quatro lojas próximas, foram localizados CDs, DVDs, bolsas e outros
itens falsificados. A operação foi tensa, além do corre-corre, agente da
PF chegou a efetuar disparo para o alto.
No total, foram apreendidas 30 caixas com produtos ilegais, entre
bolsas e roupas falsificadas (que imitavam marcas famosas), além de CDs e
DVDs piratas. “Foram cerca de R$ 15 mil em mercadorias apreendidas,
pois eram de baixa qualidade”, contabiliza o delegado da Receita Federal
de Ponta Grossa, Gustavo Horn.
Horn comenta que essa operação foi uma continuidade da fiscalização
feita no Paraguaizinho, no último dia 30 de setembro. “E essas
fiscalizações serão frequentes. Na operação de ontem, estávamos focando
em denúncias de que haveria, na região, depósito de mercadorias. Nada
foi encontrado no hotel, mas acabamos fazendo a verificação em lojas das
redondezas, encontrando os produtos falsificados, que serão
destruídos”. O restante deve ser doado a entidades assistenciais,
visando a realização dos tradicionais bazares.
Disparo assusta curiosos e lojistas
Durante a operação, curiosos e lojistas da região afirmaram ter se
assustado com dois disparos feitos por agente da polícia federal. “A
polícia chegou atirando, sem razão”, disse um dos lojistas.
O delegado da Polícia Federal de Ponta Grossa, Jonathan Trevisan
Junior, confirma que houve utilização de arma de fogo. “Foi um disparo
de advertência, dado por um agente da PF que entendeu essa necessidade”.
O delegado explica que, segundo informações do agente, o tiro foi dado
porque houve correria e o profissional temeu investida dos comerciantes
contra a equipe de fiscalização.
“O policial que efetuou o disparo é experiente e, inclusive, já
trabalhou em região de fronteira. Ele entendeu que houve a necessidade
de efetuar disparo e o fez com cautela. Tanto é que ninguém foi
atingido”, diz comentando que ainda caberá investigação sobre o caso.
“Inclusive peço que as pessoas que presenciaram a cena venham até a
Polícia Federal para que deem seu depoimento. Se constatarmos excesso,
serão tomadas as medidas cabíveis”.
80% do Paraguaizinho estão em situação irregular
De acordo com estudos da Delegacia da Receita Federal de Ponta
Grossa, 80% dos comerciantes do tradicional ‘Paraguaizinho’ vendem algum
tipo de produto irregular. “As fiscalizações sobre o Paraguaizinho e em
outros locais de que obtivermos denúncias serão rotineiras. Na última
operação que fizemos no Paraguaizinho, por exemplo, foram apreendidos em
torno de R$ 300 mil em mercadorias.
“E do total de apreensões, apenas 5% foram retirados pelos
comerciantes, mediante apresentação de nota fiscal. O restante, 95% das
mercadorias, não possuía o documento”, contabiliza o delegado da RF,
Gustavo Horn. Ele acrescenta, ainda, que a população pode colaborar, no
sentido de acabar com o comércio de produtos ilegais.
“Basta não comprar o produto. O próprio empresário tem meios de
regularizar a sua situação, buscando fornecedores sérios. Não nos
furtaremos de efetuar as fiscalizações necessárias”, destaca. De janeiro
a setembro deste ano, mais de R$ 10 mi foram apreendidos em itens
falsificados pela RF.
Fonte: http://www.diariodoscampos.com.br
Opinião do blog:
Infelizmente ambos estão errados, os comerciantes por insistirem em vender produtos contrabandeados e piratas e a polícia por fazer o "rapa" sem antes notificar o pessoal para regularizarem-se. Com certeza a estratégia é forçar os comerciantes desde já a trocarem o espaço do paraguaizinho pelo espaço a ser construído no polloshop, pois lá com certeza além de sonegar menos, o pessoal terá que pagar aluguel, condomínio, água, luz, etc., algo que hoje não é pago no paraguaizinho, apenas é cobrada uma taxa mensal de cada box a qual deve chegar em torno de R$70,00. Vamos esperar para ver. Mas uma coisa é possivelmente certa, o paraguaizinho está com seus dias contados.